Estratégias para uma boa pilotagem
Estratégias de Pilotagem [Parte 1]:
Postura do Garupa na Moto
GARUPA
Levar um passageiro por si só não é problema, quando feito corretamente. Em primeiro lugar, você deve ajustar a suspensão e a pressão dos pneus para que a moto aceite um peso adicional. Então, assegure-se de que o garupa está tão bem equipado quanto você - usando um capacete roupas apropriadas. Finalmente, repasse as regras básicas para a garupa:
- Diga-lhe sempre para abraçar a cintura ou os quadris do piloto para obter estabilidade.
- Outra opção é o uso das alças laterais de algumas motocicletas; mas sempre mantendo
- o corpo “grudado” no condutor.
- Manter os pés apoiados sobre as pedaleiras o tempo todo, mesmo quando parado.
- Manter as mãos e pés longe das partes móveis quentes.
- O piloto da moto deve sentar-se à frente. O garupa pode ajudar o piloto evitando controlar a moto.
Ele deve olhar por cima do ombro do piloto, na direção das curvas e deve evitar inclinar-se ou mudar de posição sem avisá-lo.
- O peso adicional do garupa vai alterar a maneira de contornar as curvas e de como parar a moto.
Acostume-se com essas diferenças.
- Em motocicletas com partida a pedal, dê partida antes que o garupa monte nela.
- Mantenha o freio dianteiro acionado enquanto o garupa monta ou desmonta da moto.
- Não tente impressioná-lo com a sua habilidade e coragem. Para garupas que andam de moto
pela primeira vez, a melhor impressão vai ser aquela causada por um passeio suave e relaxado.
Estratégias de Pilotagem [Parte 2]:
VER E SER VISTO
Usar os olhos corretamente é de importância vital, uma vez que, por meio deles recebemos 90% das informações, no trânsito. Como nada garante que os outros estejam vendo você, o melhor é confiar apenas em seus próprios olhos. Fique atento aos possíveis riscos ao seu redor, a fim de evitá-los.
Procure sempre enxergar além do carro que está à sua frente. Assim, se ele precisar frear, você será capaz de frear quase ao mesmo tempo. Olhando além do carro da frente, assim terá mais tempo para frear. Isso evita movimentos bruscos e paradas repentinas.
Imagine que você está pilotando sua moto atrás de um carro. Sua visão não vai além do próprio carro. Inesperadamente, um pedestre atravessa a rua à frente do carro. Você não está em condições de vê-lo. O motorista do carro é obrigado a frear bruscamente. Você será pego de surpresa e também terá de frear bruscamente para evitar uma colisão.
Preste atenção à pavimentação da rua. Ela não interfere muito na segurança de quem está dirigindo um carro. Já para o motociclista, a pavimentação da rua é fundamental.
Manchas de óleo, buracos no asfalto, valetas, pedras, folhas molhadas, poças d’água, objetos no meio da rua e pedregulhos podem provocar acidentes. Em duas rodas, seu equilíbrio é frágil. Qualquer problema na pavimentação afetará seu equilíbrio e poderá cair. Uma mancha de óleo, por exemplo, pode causar uma derrapagem.
Uma maneira precisa de ver tudo consiste em dar rápidas olhadas para trás, sobre os ombros. Da mesma forma que os motoristas, você também tem ângulos mortos de visão. Se um pedestre estiver justamente no seu ângulo morto de visão, você não será capaz de vê-lo. Um meio de eliminar os ângulos mortos de visão é olhar para trás, sobre os ombros. Assim, se um veículo estiver no seu ângulo morto e você olhar para trás, sobre os ombros, você conseguirá vê-lo. A olhada para trás é essencial toda vez que você for mudar de faixa e também o único meio seguro de ver um carro que vem por trás na faixa ao lado.
Você não será capaz de ver um carro que venha por trás, numa faixa ao lado, apenas olhando através dos retrovisores. Por isso é importante olhar para trás, sobre os ombros, ao mudar de faixa. Nos acidentes com motocicletas e automóveis, 76% dos motoristas alegam não ter visto a motocicleta. Isso porque a motocicleta representa 1/3 da área frontal do carro, ficando facilmente escondida no ângulo morto de visão do motorista.
Para você aparecer, a primeira regra a seguir é manter o farol aceso, dia e noite. Um estudo a respeito afirma que durante o dia as motos ficam uma vez e meia mais visíveis quando seu farol está aceso. O motociclista que mantém o farol aceso dia e noite se preocupa mais com a sua segurança.
Outro ponto importante é o uso de cores vivas, nas roupas e capacetes. É mais uma maneira de chamar a atenção dos motoristas. Cores escuras ou neutras confundem-se com a paisagem, tornando você invisível. A cor laranja é a mais segura na hora de escolher um capacete ou roupas. Cuidado com o vermelho. Durante o dia é bastante visível. Mas é pouco visível à noite. Branco e amarelo são as cores mais indicadas para a noite.
Mais uma dica para aparecer é usar material fluorescente no capacete, nas roupas e até na moto. Escolha um ponto onde ele seja bastante visível. Outro local para colocar um adesivo retro reflexivo é na parte de trás e laterais do capacete, o que hoje é obrigatório.
Atenção: à noite, com chuva ou neblina eles são difíceis de ser vistos. Portanto, não é preciso fazer sinais de mão nessas situações.
Outro ponto importante: é preciso sinalizar antes de manobrar, para estar com as mãos nos comandos na hora da manobra.
Um detalhe sobre os piscas elétricos: ao contrário dos piscas de automóveis, elas não retornam automaticamente. Isso quer dizer que, depois de usar o pisca, você deve desligá-lo. Se não fizer isso, vai confundir outros motociclistas ou motoristas, criando riscos desnecessários.
Antes de enfrentar o trânsito pela primeira vez, convém praticar o uso dos piscas, procurando acostumar-se com sua localização na moto.
Piscar a luz do freio, acionando levemente os comandos é uma boa técnica, quando você quiser demonstrar claramente que vai parar ou diminui a velocidade. Assim, se a luz do freio de uma motocicleta estiver piscando, isso quer dizer que sua velocidade vai diminuir ou ela vai parar. Portanto, é mais eficaz piscar a luz do freio ao anoitecer e ao amanhecer.
- Olhe para trás sempre que possível, pois você terá certeza se o veículo que vem atrás permite espaço para a manobra.
- Outro meio de aparecer é dado pela posição dentro da faixa. Boa posição é aquela que torna você mais visível aos motoristas. Afinal, ficar invisível é perigoso demais. Você pode levar uma fechada! Existem posições em que o motorista não consegue ver você. São os ângulos mortos de visão do motorista. Claro que, algumas vezes, você precisa passar pelos ângulos mortos de visão do motorista. Ao ultrapassar um carro, por exemplo, você deve passar pelo ângulo morto rapidamente. Antes, certifique-se que o motorista já o avistou, normalmente mantendo contato visual através dos retrovisores. Aproxime-se cautelosamente e, uma vez dentro do ângulo morto, aumente a velocidade e saia dele rapidamente. Assim, apenas por pouco tempo você não será visto.
- Ao aproximar-se de um cruzamento, dirija-se para o centro da faixa e fique dentro do campo de visão do motorista.
- Para poder estar sempre atento às mudanças do trânsito urbano, é muito importante o correto uso do espelho retrovisor. A correta utilização dos espelhos retrovisores permite prevenir a aproximação de veículos pela traseira, possibilitando mudanças na manobra da motocicleta.
- Diminuir a marcha ou parar;
- Parar em cruzamentos;
- Mudar de faixa;
- Fazer conversão.
Já com os espelhos convexos, o plano de visão se amplia, porém as imagens refletidas sofrem distorção, parecendo estar mais longe do que realmente estão.
As sombras das árvores podem ocultar lugares molhados ou contendo obstáculos.
Buracos podem espalhar pedras soltas pela estrada. Observe o movimento do trânsito em sua volta (os carros à sua frente, atrás e ao seu lado).
Lembre-se que as interseções, onde outros veículos podem cruzar o seu caminho, são particularmente críticas. Não se esqueça dos pedestres e dos animais. Inclua os seus espelhos retrovisores em sua varredura visual, mas não dependa deles. Gire a cabeça para verificar os pontos cegos que os seus espelhos retrovisores não conseguem lhe mostrar, particularmente quando mudar de faixa, virar ou parar. Saídas de carros, estacionamentos e ruas laterais podem se transformar em problemas de uma hora para outra.
Estratégias de Pilotagem [Parte 3]:
ESTRATÉGIAS DE CONDUÇÃO – PIPDE
Para adotar a manobra ou ação mais segura no trânsito, utilize o sistema PIPDE.
Esta sigla significa
Mantenha os olhos em movimento, pesquisando o terreno e o ambiente. Observe alguns segundos à frente o caminho que irá percorrer. Seu organismo já fica condicionado a estar pronto a reagir a qualquer imprevisto. Essa observação constante tira o elemento surpresa do acidente. Cada elemento componente do trânsito, constantemente “vigiado”, deixa de se tornar risco.
Captar fatores específicos que criam riscos. Carros, caminhões e outros veículos que estão presentes no trânsito, formam o primeiro grupo de risco. Eles se movimentam com rapidez e, por isso, exigem sempre uma reação rápida de sua parte.
Por isso, todos os veículos constituem perigos potenciais. Uma bicicleta pode construir um risco potencial porque, por estar em movimento, exige reações bastante rápidas e imprevisíveis. É impossível prevê se um cachorro irá de repente cruzar a rua. Ele constitui, pois, um risco potencial.
Ao avistar um risco potencial, reduza a velocidade e prepare-se para frear, se necessário.
Agora, imagine que você está seguindo por uma rua e avista algumas barreiras alertando sobre o concerto que está sendo realizado na pista. Você deverá diminuir a velocidade, ou seja, preparar-se para frear, caso necessário.
Barreiras de sinalização, pontes estreitas, galhos de árvore e qualquer objeto inanimado situados na rua e que podem ocasionar problemas, formam o terceiro grupo de riscos potenciais. Prepare-se para antecipar o risco e agir adequadamente. Acostume-se a identificar os riscos potenciais. É o primeiro passo para evitar acidentes. Em seguida, reduza a velocidade e prepare-se para frear, caso seja necessário.
Pensar nas conseqüências (colisão ou falhas). Prever o que afeta a condução.
Você está seguindo por uma rua e percebe fumaça saindo do escapamento de um carro estacionado. É possível que o carro esteja saindo. Fumaça nesse caso é indício de um risco. Perceber a fumaça é importante para a sua segurança.
Outro caso: ao parar num farol, você vê as rodas dianteiras de um carro curvas para um dos lados. Dá para concluir que o carro vai mudar de direção. “Rodas curvas” constituem também um indício de risco.
Repare em todos esses indícios. Só assim você poderá prever o local de um possível choque e tomar as providências cabíveis.
Mais um exemplo: você está seguindo pela rua e percebe um pedestre vindo em sua direção e olhando para o lado oposto. É um indício de uma situação de risco. Possibilita a você prever um possível choque. Ao observar o pedestre, você deverá tomar as providências adequadas para evitar que isto ocorra. Pilotar no trânsito exige atenção constante às mudanças que ocorrem ou que podem ocorrer ao seu redor porque a cada momento a situação no trânsito se altera.
Não exceder suas habilidades ou capacidades da sua motocicleta.
Escolher o menor risco. Você já sabe que decidir é fundamental para uma pilotagem segura. A cada quilômetro rodado, você estará tomando decisões. Para conquistar segurança, você deve manter a maior distância possível entre você e os riscos potenciais.
Se você tomar as decisões adequadas e executá-las bem, a pilotagem será segura.
Procure sempre reduzir os riscos. Para minimizar riscos, é preciso manter as distâncias de segurança adequadas, ajustando a velocidade da motocicleta conforme seja necessário. Mas há outras maneiras de reduzir riscos. Isolando-os, por exemplo.
Uma moto e um caminhão vão cruzar uma ponte estreita, ao mesmo tempo.
O motociclista terá que enfrentar dois riscos ao mesmo tempo: a ponte estreita e o caminhão que vem em sua direção. O mais aconselhável nessa situação é separar os riscos e enfrentá-los um de cada vez, reduzindo a velocidade o suficiente para o caminhão passar sozinho pela ponte e afastar-se dela.
Como a ponte é estreita, se o motociclista cruzasse com o caminhão sobre a ponte, ficaria sujeito à turbulência do ar provocada pelo caminhão, sem que pudesse se afastar do mesmo (ponte estreita). Entretanto, possibilitando ao caminhão atravessá-la e cruzando após ele já ter atravessado, o motociclista poderá fugir da turbulência, deslocando-se para o lado direito da estrada. Depois de passar pelo caminhão, o motociclista poderá colocar-se numa posição bem central ao atravessar a ponte. Dessa maneira, ele consegue isolar os riscos.
Ajustar a velocidade / caminho do percurso. Usar a técnica apropriada.
Na prática, você verá que as situações de trânsito exigem que você pesquise constantemente, identifique riscos, preveja imprevistos, tome decisões e execute-as.
Isso quer dizer que você estará usando todos passos previstos pelo PIPDE, mesmo sem saber.
Pilotagem segura é 90% de raciocínio e 10% de execução física. Por melhor que você compreenda o sistema PIPDE, ele será inútil se você não for capaz de executar fisicamente sua decisão, com habilidade e segurança.
O bom motociclista pensa e age adequadamente. Aprender a tomar decisões corretas e executá-las com perfeição são os dois pontos necessários para formar um bom motociclista. Ser capaz de fazer esses julgamentos e agir adequadamente é um sistema bastante útil para aumentar sua segurança no trânsito.
Estratégias de Pilotagem [Parte 4]:
POSTURA
Postura correta é essencial ao bom desempenho do motociclista.
Para consegui-la, é preciso levar em consideração sua adaptação física à máquina.
Tanto uma motocicleta grande como uma pequena, em relação ao seu porte físico, favorece uma postura incorreta, ocasionando uma maior tensão dos músculos e acionamento inadequado dos comandos de pé e mão.
A conseqüência disso é uma resistência física menor, que se expressa no cansaço e na tensão. Um motociclista cansado e tenso terá um desempenho muito fraco e menor poder de concentração.
Para pilotar com uma postura básica correta, a cabeça deve estar levemente levantada, pois pilotar com a cabeça abaixada diminui a visibilidade. É um dos itens mais importantes na boa condução, além de evitar cansaço prematuro que pode influenciar no poder de visão.
Fique sempre com a visão o mais adiante possível, para antecipar qualquer reação. Nas curvas não devemos inclinar a cabeça junto com o corpo; a cabeça deve estar sempre na vertical, para não perder pontos de referência. Você não deve fixar os olhos num único ponto. Isso impedirá que veja obstáculos que podem aparecer e que poderiam exigir uma decisão rápida e talvez um acionamento de freios.
Mais de 90% das informações vêm através da visão. Olhar para o lugar certo é fundamental!
Não fixar o olhar em um único ponto, mas sim olhar tudo que acontece ao seu redor.
A postura das costas também é importante. Manter a coluna ereta evita a fadiga e problemas posteriores com a coluna vertebral. Mantenha a cabeça sobre os ombros, não permita que a sua cabeça fique posicionada para frente.
É importante também se lembrar dos ombros. Se ficarem relaxados, você não terá problemas. Caso fiquem tensos e encolhidos, automaticamente suas mãos também ficarão e você não conseguirá pilotar bem e de forma correta.
Braços e mãos tencionados dificultam o acionamento dos ombros. Por outro lado, braços relaxados funcionarão como molas, ajustando a distância do tronco ao guidão. Se os ombros não estiverem sendo forçados e os braços não estiverem dobrados demais, sua posição estará correta.
As mãos devem segurar no centro das manoplas, deixando cerca de um centímetro de cada lado. Isso fará com que o acionamento dos comandos seja mais suave. Se você segurar na extremidade da manopla será mais difícil pegar nos manetes. Segurar “muito para dentro” das manoplas também não é conveniente, pois terá de usar maior força para acionar os manetes.
Os cotovelos devem ficar ligeiramente dobrados para dentro, funcionando como uma mola.
Isso impede que você vá para frente e absorva os choques da roda dianteira.
Os punhos devem ficar abaixados em relação à mão, na maior parte das motocicletas.
Essa posição, além de ser mais firme, permite o imediato retorno do acelerador à posição inicial, ao utilizar o freio dianteiro. Se os punhos estiverem colocados incorretamente, suas mãos estarão na posição errada. A conseqüência disso é que seus dedos se cansarão rapidamente.
A posição dos quadris também é importante. Se você não estiver na posição certa, vai sentir tensão nos ombros e nos braços. Ao sentar na moto, procure ficar o mais próximo possível do tanque de combustível e mover o guidão para direita e para esquerda. Sentando-se muito atrás, suas costas ficarão curvadas. Os ombros tenderão a se contrair junto ao pescoço, dificultando os movimentos de cabeça e diminuindo seu campo de visão.
A posição incorreta causa tensão no corpo todo. Você ficará cansado mais rapidamente devido aos choques vindos diretamente da roda traseira.
Em relação aos braços, se estiver sentado muito para trás, seus braços ficarão esticados.
Uma vez encontrada a posição certa, você irá mantê-la automaticamente, já que é mais cômoda.
Os joelhos não devem ser esquecidos. Eles devem pressionar levemente o tanque de combustível. Com isso será mais fácil movimentar a parte superior do corpo. Do contrário, será mais fácil perder o controle da motocicleta.
Os pés devem estar paralelos ao chão, apontados para frente. Preferencialmente, a ponta do pé direito deve tocar o pedal do freio traseiro e a ponta do pé esquerdo, a alavanca do câmbio.
Para frear sem perda de tempo, é preciso que as pontas dos pés estejam voltadas para dentro.
Com isso você economiza meio segundo. Parece pouco tempo, só que se você estiver a 60 km/h, nesse meio segundo a moto percorrerá 8 metros. Ou seja, são 8 metros a mais na distância de parada total da motocicleta. No caso de pessoas em que a estatura elevada ou o tipo de motocicleta não permitam esse procedimento, recomendamos que se apóie as pontas dos pés nas pedaleiras, deixando-os mais próximos dos comandos e numa posição segura.
Nesse caso devemos destacar alguns pontos que devem ser observados durante a pilotagem:
- Olhar atento a tudo que esta ao alcance do ângulo de visão.
- Coluna levemente flexionada.
- Ombros e braços relaxados.
- Cotovelos levemente levantados e apontados para fora.
- Joelhos levemente flexionados.
- Pés firmes nas pedaleiras.
Apesar da condição não muito habitual, essa posição para pilotar garante um maior controle e conforto na condução. Lembre-se que essa postura é usada por curtos espaços de tempo, a não ser que esteja num trecho fora de estrada. Essa postura exige um pouco mais da sua condição física. Portanto deve ser praticada até que se torne comum e não prejudique a atenção na pilotagem.Estratégias de Pilotagem [Parte 5]:
Na curva existe uma força que tende a “jogar a moto para fora”: a chamada força centrífuga.
As máquinas de lavar secam parcialmente a roupa usando a força centrífuga. A roupa molhada é colocada num cilindro oco, que possui furos na parede. Ele gira rapidamente, forçando a água a sair pelos furos. É como se houvesse uma força empurrando a água na direção dos furos. Essa força é a força centrífuga. Quando você faz uma curva, existe esta mesma força centrífuga, que o joga para fora da curva.
A força centrífuga depende do peso do veículo, de sua velocidade e do raio de curvatura da curva. De modo geral, a força centrífuga que atua sobre uma moto 125 cc é menor do que em uma motocicleta de 300 cc que está com a mesma velocidade.
Na curva, a melhor maneira de reduzir a ação da força centrífuga é reduzir a velocidade.
Quanto menor for ao raio de curvatura da curva, maior será a força centrífuga que atuará sobre a motocicleta. Numa curva com raio de 15 metros, a força centrifuga é o dobro do que numa curva com raio de 30 metros (para a mesma velocidade da moto). Além da força centrífuga, o conjunto motocicleta/ piloto está sob ação da força peso. Inclinando a motocicleta, você mantém o equilíbrio entre a força centrífuga e a força peso. Quanto maior for a força centrífuga, maior será a inclinação necessária para manter o equilíbrio da moto.
Etapas da curva
São três os passos básicos:
Reduzir - Reduza a velocidade antes de iniciar a curva, fechando o acelerador e, se necessário, usando os freios. Use a cabeça e os olhos para direcioná-lo. Olhe através da curva para o ponto aonde quer chegar. Gire somente a cabeça e não os ombros.
Inclinar - Para virar, a moto tem de se inclinar. Para inclinar a moto, empurre o guidão na direção da curva. Velocidades mais altas ou curvas mais apertadas exigem um ângulo de inclinação maior. Durante as curvas normais, o piloto e a moto devem se inclinar juntos. Em curvas mais lentas, incline só a moto e mantenha o corpo reto.
Recuperar velocidade - Reduza o acelerador enquanto vira. Evite desacelerar enquanto estiver na curva. Mantenha a velocidade constante e então acelere gradualmente assim que visualizar o final da curva.
Estratégias de Pilotagem [Parte 6]:
O domínio das técnicas de frenagem possibilita reduzir em mais de 50% a distância de parada total da motocicleta frente ao obstáculo, reduzindo-se, assim, o perigo de acidentes. Isso significa que se você não frear adequadamente, vai precisar andar mais até que a moto consiga parar.
Saber frear é um dado básico para a sua segurança.
Erros no momento da frenagem são a causa de muitos acidentes com motocicletas, no mundo inteiro.
Ao acionar os freios, você está exercendo uma força que se opõe ao movimento das rodas. É uma força de atrito, entre os freios e a roda, ou melhor, entre a sapata e o tambor ou pastilha e disco.
Portanto, ao acionar os freios, a roda tende a parar. Em segundo lugar, existe o atrito entre as rodas e a pista, que impede o deslizamento das rodas, fazendo a moto parar. O primeiro tipo de atrito, entre os freios e a roda, é responsável pela frenagem das rodas. O segundo, entre os pneus e o solo, é responsável pela frenagem da motocicleta.
Além de possibilitar a frenagem, o atrito é também responsável pela movimentação da motocicleta. Se não existisse atrito entre os pneus e a pista, a motocicleta não poderia deslocar-se. O atrito possibilita tanto a movimentação como a frenagem da moto.
Ainda falando em frenagem, vamos ver um ponto importante: a derrapagem.
Se você acionar os freios bruscamente, as rodas vão parar de girar de repente e os pneus escorregarão sobre a superfície. Quando o pneu escorrega, o atrito é menor do que quando o pneu está rodando, ou seja, a moto derrapa e a frenagem é prejudicada.
Quando isso ocorrer, primeiro, pare de acionar o freio. Em seguida, volte a frear suavemente, para que os pneus não deslizem. Procure manter a trajetória retilínea e não inclinar a motocicleta, mantendo a calma.
Algumas providências podem ajudar a evitar uma derrapagem.
Primeiro, controlando o estado dos pneus. A banda de rodagem dos pneus é projetada para aderir adequadamente à superfície com a qual entra em contato. Os sulcos dos pneus, tão importantes no momento da frenagem, devem ser examinados freqüentemente.
Quando os freios são acionados, o movimento das rodas diminui e os sulcos do pneu ajudam-no a agarrar-se ao solo, fazendo com que a moto pare rapidamente. Pneus gastos ou mal calibrados têm menor aderência ao solo, podendo ocasionar uma derrapagem. Existem mais alguns detalhes que você precisa conhecer para frear corretamente e assim evitar uma derrapagem.
O atrito entre a sapata e o tambor/pastilhas e o disco do freio e as rodas não deve ser excessivo.
Existe um limite. Ultrapassando esse limite, as rodas travam de repente e a moto derrapa.
O atrito existente entre os pneus da moto e superfícies molhadas ou com óleo é muito pequeno. As partículas de água ou óleo atuam como lubrificante, diminuindo o atrito entre pneus e solo. A melhor maneira de agir nessas condições é reduzir a velocidade sempre que trafegar em superfícies escorregadias.
É importante que você conheça bem os freios. O peso de uma moto em movimento está distribuído, de forma equilibrada, entre a roda dianteira e a traseira.
Quando você freia, o peso da moto vai todo para frente. Isso sobrecarrega a roda dianteira e faz com que ela agarre ao solo com mais força. Por isso, a roda dianteira tem uma força de frenagem maior que a traseira. Além disso, o freio dianteiro de algumas motocicletas já é projetado para ser mais poderoso que o traseiro. Por essas características, o acionamento repentino do freio dianteiro pode travar a roda, fazendo-a derrapar e provocando o desequilíbrio do motociclista.
O freio traseiro é menos potente, mas ajuda a reduzir a distância total de parada se for usado ao mesmo tempo em que o freio dianteiro. Em asfalto plano e seco, é ideal usar o freio dianteiro e o traseiro ao mesmo tempo.
Em uma frenagem branda, o poder de frenagem do dianteiro será de aproximadamente 60% e o do traseiro 40%. Em uma frenagem de emergência, esta porcentagem será de 80% para o freio dianteiro e 20% para o traseiro.
Em geral, o uso dos freios dianteiro e traseiro ao mesmo tempo é o procedimento ideal. Mas, sempre que possível, é conveniente usar os três freios. O terceiro é o freio motor.
Veja algumas situações específicas de frenagem:
- Em pista molhada e escorregadia, além de trafegar em velocidade reduzida, você deve utilizar os freios com muito cuidado, para evitar derrapagens.
- Em curvas ou longos declives, diminua a velocidade também com o freio motor.
- Em ladeiras, ao parar ou mesmo sair com a motocicleta, o pé direito deve estar sobre o pedal do freio em condições de usá-lo prontamente. O pé esquerdo, por sua vez, deverá estar apoiado no chão para manter o equilíbrio.
Tempo de reação:
Tempo de reação é o tempo gasto desde o momento em que você vê o perigo até o momento em que aciona os freios. Em média, o tempo de reação das pessoas é de 0,75 segundo.
O tempo de reação varia de pessoa a pessoa, em função da idade e do estado físico. Por exemplo: uma pessoa de 50 anos reage em média 15% mais lentamente do que uma pessoa de 20 anos.
Mas não é só a idade que importa. Condições físicas e mentais também.
Uma pessoa cansada, física ou mentalmente, ou então alcoolizada, terá seu tempo de reação aumentado de duas a cinco vezes.
Distância de reação
É a distância percorrida pela motocicleta desde o instante em que o motociclista visualiza o obstáculo até o momento em que aciona os freios.
A distância percorrida pelo veículo durante o tempo de reação é muito importante. Mesmo que o motociclista veja um obstáculo e imediatamente queira parar, a motocicleta continuará se movimentando na mesma velocidade que vinha desenvolvendo, até o momento em que são acionados os freios.
Entre o momento em que o obstáculo foi visto e o momento em que os freios são acionados, transcorreu o tempo de reação. Quanto maior for a velocidade maior será a distância de reação.
Você está de motocicleta, numa estrada, a 100 km/h.
De repente, você avista um caminhão bloqueando a estrada. Considerando que o seu tempo de reação é normal (0,5 segundo), a moto andará 14 metros até você acionar os freios! Essa é a distância de reação. Somente após andar 14 metros é que os freios são acionados.
Quanto maior a velocidade do veículo, maior a distância que ele irá percorrer durante o tempo de reação.
Tempo de frenagem
Tempo de frenagem é o tempo gasto para a moto parar após o motociclista acionar os freios.
Note que o tempo de frenagem começa a ser contado no momento em que o motociclista aciona os freios. Ou seja, o motociclista vê o obstáculo e aciona os freios. Deste momento até a parada da moto, transcorre o tempo de frenagem. Durante o tempo de frenagem a moto percorre certa distância, que é a distância de frenagem.
Existem algumas condições que alteram a distância de frenagem. Pneus gastos ou mal calibrados podem aumentá-la consideravelmente. Chuva também é um fator que contribui para aumentar a distância de frenagem.
Para finalizar, vamos ver alguns cuidados ao frear:
- Acione o freio dianteiro aos poucos, nunca de maneira brusca.
- Mantenha o punho baixo, para facilitar a volta do acelerador, ao acionar o freio dianteiro.
- Numa curva, procure usar os dois freios ao mesmo tempo antes da inclinação; mas se mesmo assim for preciso diminuir a velocidade, use o freio motor e nos casos extremos, utilize os freios suavemente.
- Nunca use o freio dianteiro quando a roda dianteira estiver curva, pois a moto derrapará.
Se a roda dianteira travar e começar a derrapar, procure soltar os freios suavemente.
Fonte - cb600.blogspot.com
Levar um passageiro por si só não é problema, quando feito corretamente. Em primeiro lugar, você deve ajustar a suspensão e a pressão dos pneus para que a moto aceite um peso adicional. Então, assegure-se de que o garupa está tão bem equipado quanto você - usando um capacete roupas apropriadas. Finalmente, repasse as regras básicas para a garupa:
- Diga-lhe sempre para abraçar a cintura ou os quadris do piloto para obter estabilidade.
- Outra opção é o uso das alças laterais de algumas motocicletas; mas sempre mantendo
- o corpo “grudado” no condutor.
- Manter os pés apoiados sobre as pedaleiras o tempo todo, mesmo quando parado.
- Manter as mãos e pés longe das partes móveis quentes.
- O piloto da moto deve sentar-se à frente. O garupa pode ajudar o piloto evitando controlar a moto.
Ele deve olhar por cima do ombro do piloto, na direção das curvas e deve evitar inclinar-se ou mudar de posição sem avisá-lo.
- O peso adicional do garupa vai alterar a maneira de contornar as curvas e de como parar a moto.
Acostume-se com essas diferenças.
- Em motocicletas com partida a pedal, dê partida antes que o garupa monte nela.
- Mantenha o freio dianteiro acionado enquanto o garupa monta ou desmonta da moto.
- Não tente impressioná-lo com a sua habilidade e coragem. Para garupas que andam de moto
pela primeira vez, a melhor impressão vai ser aquela causada por um passeio suave e relaxado.
Estratégias de Pilotagem [Parte 2]:
Ver e ser visto
VER E SER VISTO
Usar os olhos corretamente é de importância vital, uma vez que, por meio deles recebemos 90% das informações, no trânsito. Como nada garante que os outros estejam vendo você, o melhor é confiar apenas em seus próprios olhos. Fique atento aos possíveis riscos ao seu redor, a fim de evitá-los.
Procure sempre enxergar além do carro que está à sua frente. Assim, se ele precisar frear, você será capaz de frear quase ao mesmo tempo. Olhando além do carro da frente, assim terá mais tempo para frear. Isso evita movimentos bruscos e paradas repentinas.
Imagine que você está pilotando sua moto atrás de um carro. Sua visão não vai além do próprio carro. Inesperadamente, um pedestre atravessa a rua à frente do carro. Você não está em condições de vê-lo. O motorista do carro é obrigado a frear bruscamente. Você será pego de surpresa e também terá de frear bruscamente para evitar uma colisão.
Preste atenção à pavimentação da rua. Ela não interfere muito na segurança de quem está dirigindo um carro. Já para o motociclista, a pavimentação da rua é fundamental.
Manchas de óleo, buracos no asfalto, valetas, pedras, folhas molhadas, poças d’água, objetos no meio da rua e pedregulhos podem provocar acidentes. Em duas rodas, seu equilíbrio é frágil. Qualquer problema na pavimentação afetará seu equilíbrio e poderá cair. Uma mancha de óleo, por exemplo, pode causar uma derrapagem.
Uma maneira precisa de ver tudo consiste em dar rápidas olhadas para trás, sobre os ombros. Da mesma forma que os motoristas, você também tem ângulos mortos de visão. Se um pedestre estiver justamente no seu ângulo morto de visão, você não será capaz de vê-lo. Um meio de eliminar os ângulos mortos de visão é olhar para trás, sobre os ombros. Assim, se um veículo estiver no seu ângulo morto e você olhar para trás, sobre os ombros, você conseguirá vê-lo. A olhada para trás é essencial toda vez que você for mudar de faixa e também o único meio seguro de ver um carro que vem por trás na faixa ao lado.
Você não será capaz de ver um carro que venha por trás, numa faixa ao lado, apenas olhando através dos retrovisores. Por isso é importante olhar para trás, sobre os ombros, ao mudar de faixa. Nos acidentes com motocicletas e automóveis, 76% dos motoristas alegam não ter visto a motocicleta. Isso porque a motocicleta representa 1/3 da área frontal do carro, ficando facilmente escondida no ângulo morto de visão do motorista.
Para você aparecer, a primeira regra a seguir é manter o farol aceso, dia e noite. Um estudo a respeito afirma que durante o dia as motos ficam uma vez e meia mais visíveis quando seu farol está aceso. O motociclista que mantém o farol aceso dia e noite se preocupa mais com a sua segurança.
Outro ponto importante é o uso de cores vivas, nas roupas e capacetes. É mais uma maneira de chamar a atenção dos motoristas. Cores escuras ou neutras confundem-se com a paisagem, tornando você invisível. A cor laranja é a mais segura na hora de escolher um capacete ou roupas. Cuidado com o vermelho. Durante o dia é bastante visível. Mas é pouco visível à noite. Branco e amarelo são as cores mais indicadas para a noite.
Mais uma dica para aparecer é usar material fluorescente no capacete, nas roupas e até na moto. Escolha um ponto onde ele seja bastante visível. Outro local para colocar um adesivo retro reflexivo é na parte de trás e laterais do capacete, o que hoje é obrigatório.
Veja a seguir algumas maneiras de sinalizar e chamar a atenção no trânsito:
Sinais de mão
Apenas com o braço esquerdo e a mão esquerda. Se você for dobrar a direita, é conveniente dar um sinal de mão. Mas, para fazer isso, é preciso alguma prática. Por alguns instantes, você será obrigado a tirar a mão esquerda do guidão, diminuindo seu controle sobre a motocicleta.Atenção: à noite, com chuva ou neblina eles são difíceis de ser vistos. Portanto, não é preciso fazer sinais de mão nessas situações.
Outro ponto importante: é preciso sinalizar antes de manobrar, para estar com as mãos nos comandos na hora da manobra.
Além do sinal de mão, o motociclista deve se valer de outras formas de sinalização.
Piscas
Devem ser usadas antes de conversões e mudanças de faixas. Portanto, ao mudar de faixa ou fazer uma conversão, você deve sinalizar com a mão e com o auxílio dos piscas.Um detalhe sobre os piscas elétricos: ao contrário dos piscas de automóveis, elas não retornam automaticamente. Isso quer dizer que, depois de usar o pisca, você deve desligá-lo. Se não fizer isso, vai confundir outros motociclistas ou motoristas, criando riscos desnecessários.
Antes de enfrentar o trânsito pela primeira vez, convém praticar o uso dos piscas, procurando acostumar-se com sua localização na moto.
Luz do freio
A luz do freio e a lanterna traseira formam uma só peça. A luz do freio é importante para a comunicação com veículos que vêm atrás. Se você está sendo seguido por um veículo, ele saberá que você vai parar ou diminuir a velocidade pela luz de freio.Piscar a luz do freio, acionando levemente os comandos é uma boa técnica, quando você quiser demonstrar claramente que vai parar ou diminui a velocidade. Assim, se a luz do freio de uma motocicleta estiver piscando, isso quer dizer que sua velocidade vai diminuir ou ela vai parar. Portanto, é mais eficaz piscar a luz do freio ao anoitecer e ao amanhecer.
Buzina
Use a buzina apenas quando souber que ela será ouvida. Por exemplo, para avisar o motorista de um veículo saindo de uma vaga.Existem outros meios importantes para aumentar sua visibilidade:
- A comunicação motociclista-motorista é importante para deixar claras suas intenções no trânsito. Procure estabelecer um contato visual com o motorista, sempre que for possível. Assim, ele não terá surpresas.- Olhe para trás sempre que possível, pois você terá certeza se o veículo que vem atrás permite espaço para a manobra.
- Outro meio de aparecer é dado pela posição dentro da faixa. Boa posição é aquela que torna você mais visível aos motoristas. Afinal, ficar invisível é perigoso demais. Você pode levar uma fechada! Existem posições em que o motorista não consegue ver você. São os ângulos mortos de visão do motorista. Claro que, algumas vezes, você precisa passar pelos ângulos mortos de visão do motorista. Ao ultrapassar um carro, por exemplo, você deve passar pelo ângulo morto rapidamente. Antes, certifique-se que o motorista já o avistou, normalmente mantendo contato visual através dos retrovisores. Aproxime-se cautelosamente e, uma vez dentro do ângulo morto, aumente a velocidade e saia dele rapidamente. Assim, apenas por pouco tempo você não será visto.
- Ao aproximar-se de um cruzamento, dirija-se para o centro da faixa e fique dentro do campo de visão do motorista.
- Para poder estar sempre atento às mudanças do trânsito urbano, é muito importante o correto uso do espelho retrovisor. A correta utilização dos espelhos retrovisores permite prevenir a aproximação de veículos pela traseira, possibilitando mudanças na manobra da motocicleta.
Uso do retrovisor
A visão com antecedência de movimentos de veículos que aproximam por trás possibilita alterar com segurança a manobra do motociclista. Espelhos regulados são de fundamental importância sempre que o motociclista for:- Diminuir a marcha ou parar;
- Parar em cruzamentos;
- Mudar de faixa;
- Fazer conversão.
Cálculo das distâncias
Quando os espelhos são planos, o campo de visão fica reduzido e a imagem refletida não sofre distorção alguma.Já com os espelhos convexos, o plano de visão se amplia, porém as imagens refletidas sofrem distorção, parecendo estar mais longe do que realmente estão.
Faça um exercício prático para sentir a diferença:
Com a motocicleta estacionada, visualize outro veículo estacionado atrás pelo espelho retrovisor. Em seguida, olhe para trás e veja diretamente o veículo. Pelo espelho retrovisor o veículo parece estar mais longe do que na realidade está. Repetindo o exercício você terá calculado a distância real do objeto da imagem refletida pelo espelho. Por precaução, sempre que possível, convém dar uma olhada rápida para trás, sobre os ombros.Fique alerta
Colete as informações sobre a estrada e sobre o acostamento ou laterais.As sombras das árvores podem ocultar lugares molhados ou contendo obstáculos.
Buracos podem espalhar pedras soltas pela estrada. Observe o movimento do trânsito em sua volta (os carros à sua frente, atrás e ao seu lado).
Lembre-se que as interseções, onde outros veículos podem cruzar o seu caminho, são particularmente críticas. Não se esqueça dos pedestres e dos animais. Inclua os seus espelhos retrovisores em sua varredura visual, mas não dependa deles. Gire a cabeça para verificar os pontos cegos que os seus espelhos retrovisores não conseguem lhe mostrar, particularmente quando mudar de faixa, virar ou parar. Saídas de carros, estacionamentos e ruas laterais podem se transformar em problemas de uma hora para outra.
Estratégias de Pilotagem [Parte 3]:
PIPDE
ESTRATÉGIAS DE CONDUÇÃO – PIPDE
Para adotar a manobra ou ação mais segura no trânsito, utilize o sistema PIPDE.
Esta sigla significa
P Procura / Pesquisar
Mantenha os olhos em movimento, pesquisando o terreno e o ambiente. Observe alguns segundos à frente o caminho que irá percorrer. Seu organismo já fica condicionado a estar pronto a reagir a qualquer imprevisto. Essa observação constante tira o elemento surpresa do acidente. Cada elemento componente do trânsito, constantemente “vigiado”, deixa de se tornar risco.
I Identificar perigos potenciais
Captar fatores específicos que criam riscos. Carros, caminhões e outros veículos que estão presentes no trânsito, formam o primeiro grupo de risco. Eles se movimentam com rapidez e, por isso, exigem sempre uma reação rápida de sua parte.
Por isso, todos os veículos constituem perigos potenciais. Uma bicicleta pode construir um risco potencial porque, por estar em movimento, exige reações bastante rápidas e imprevisíveis. É impossível prevê se um cachorro irá de repente cruzar a rua. Ele constitui, pois, um risco potencial.
Ao avistar um risco potencial, reduza a velocidade e prepare-se para frear, se necessário.
Agora, imagine que você está seguindo por uma rua e avista algumas barreiras alertando sobre o concerto que está sendo realizado na pista. Você deverá diminuir a velocidade, ou seja, preparar-se para frear, caso necessário.
Barreiras de sinalização, pontes estreitas, galhos de árvore e qualquer objeto inanimado situados na rua e que podem ocasionar problemas, formam o terceiro grupo de riscos potenciais. Prepare-se para antecipar o risco e agir adequadamente. Acostume-se a identificar os riscos potenciais. É o primeiro passo para evitar acidentes. Em seguida, reduza a velocidade e prepare-se para frear, caso seja necessário.
P Prever o que pode acontecer
Pensar nas conseqüências (colisão ou falhas). Prever o que afeta a condução.
Você está seguindo por uma rua e percebe fumaça saindo do escapamento de um carro estacionado. É possível que o carro esteja saindo. Fumaça nesse caso é indício de um risco. Perceber a fumaça é importante para a sua segurança.
Outro caso: ao parar num farol, você vê as rodas dianteiras de um carro curvas para um dos lados. Dá para concluir que o carro vai mudar de direção. “Rodas curvas” constituem também um indício de risco.
Repare em todos esses indícios. Só assim você poderá prever o local de um possível choque e tomar as providências cabíveis.
Mais um exemplo: você está seguindo pela rua e percebe um pedestre vindo em sua direção e olhando para o lado oposto. É um indício de uma situação de risco. Possibilita a você prever um possível choque. Ao observar o pedestre, você deverá tomar as providências adequadas para evitar que isto ocorra. Pilotar no trânsito exige atenção constante às mudanças que ocorrem ou que podem ocorrer ao seu redor porque a cada momento a situação no trânsito se altera.
D Decidir o que fazer
Não exceder suas habilidades ou capacidades da sua motocicleta.
Escolher o menor risco. Você já sabe que decidir é fundamental para uma pilotagem segura. A cada quilômetro rodado, você estará tomando decisões. Para conquistar segurança, você deve manter a maior distância possível entre você e os riscos potenciais.
Se você tomar as decisões adequadas e executá-las bem, a pilotagem será segura.
Procure sempre reduzir os riscos. Para minimizar riscos, é preciso manter as distâncias de segurança adequadas, ajustando a velocidade da motocicleta conforme seja necessário. Mas há outras maneiras de reduzir riscos. Isolando-os, por exemplo.
Uma moto e um caminhão vão cruzar uma ponte estreita, ao mesmo tempo.
O motociclista terá que enfrentar dois riscos ao mesmo tempo: a ponte estreita e o caminhão que vem em sua direção. O mais aconselhável nessa situação é separar os riscos e enfrentá-los um de cada vez, reduzindo a velocidade o suficiente para o caminhão passar sozinho pela ponte e afastar-se dela.
Como a ponte é estreita, se o motociclista cruzasse com o caminhão sobre a ponte, ficaria sujeito à turbulência do ar provocada pelo caminhão, sem que pudesse se afastar do mesmo (ponte estreita). Entretanto, possibilitando ao caminhão atravessá-la e cruzando após ele já ter atravessado, o motociclista poderá fugir da turbulência, deslocando-se para o lado direito da estrada. Depois de passar pelo caminhão, o motociclista poderá colocar-se numa posição bem central ao atravessar a ponte. Dessa maneira, ele consegue isolar os riscos.
E Executar sua decisão
Ajustar a velocidade / caminho do percurso. Usar a técnica apropriada.
Na prática, você verá que as situações de trânsito exigem que você pesquise constantemente, identifique riscos, preveja imprevistos, tome decisões e execute-as.
Isso quer dizer que você estará usando todos passos previstos pelo PIPDE, mesmo sem saber.
Pilotagem segura é 90% de raciocínio e 10% de execução física. Por melhor que você compreenda o sistema PIPDE, ele será inútil se você não for capaz de executar fisicamente sua decisão, com habilidade e segurança.
O bom motociclista pensa e age adequadamente. Aprender a tomar decisões corretas e executá-las com perfeição são os dois pontos necessários para formar um bom motociclista. Ser capaz de fazer esses julgamentos e agir adequadamente é um sistema bastante útil para aumentar sua segurança no trânsito.
Estratégias de Pilotagem [Parte 4]:
Postura do Piloto na Moto
POSTURA
Postura correta é essencial ao bom desempenho do motociclista.
Para consegui-la, é preciso levar em consideração sua adaptação física à máquina.
Tanto uma motocicleta grande como uma pequena, em relação ao seu porte físico, favorece uma postura incorreta, ocasionando uma maior tensão dos músculos e acionamento inadequado dos comandos de pé e mão.
A conseqüência disso é uma resistência física menor, que se expressa no cansaço e na tensão. Um motociclista cansado e tenso terá um desempenho muito fraco e menor poder de concentração.
Para pilotar com uma postura básica correta, a cabeça deve estar levemente levantada, pois pilotar com a cabeça abaixada diminui a visibilidade. É um dos itens mais importantes na boa condução, além de evitar cansaço prematuro que pode influenciar no poder de visão.
Fique sempre com a visão o mais adiante possível, para antecipar qualquer reação. Nas curvas não devemos inclinar a cabeça junto com o corpo; a cabeça deve estar sempre na vertical, para não perder pontos de referência. Você não deve fixar os olhos num único ponto. Isso impedirá que veja obstáculos que podem aparecer e que poderiam exigir uma decisão rápida e talvez um acionamento de freios.
Mais de 90% das informações vêm através da visão. Olhar para o lugar certo é fundamental!
Não fixar o olhar em um único ponto, mas sim olhar tudo que acontece ao seu redor.
A postura das costas também é importante. Manter a coluna ereta evita a fadiga e problemas posteriores com a coluna vertebral. Mantenha a cabeça sobre os ombros, não permita que a sua cabeça fique posicionada para frente.
É importante também se lembrar dos ombros. Se ficarem relaxados, você não terá problemas. Caso fiquem tensos e encolhidos, automaticamente suas mãos também ficarão e você não conseguirá pilotar bem e de forma correta.
Braços e mãos tencionados dificultam o acionamento dos ombros. Por outro lado, braços relaxados funcionarão como molas, ajustando a distância do tronco ao guidão. Se os ombros não estiverem sendo forçados e os braços não estiverem dobrados demais, sua posição estará correta.
As mãos devem segurar no centro das manoplas, deixando cerca de um centímetro de cada lado. Isso fará com que o acionamento dos comandos seja mais suave. Se você segurar na extremidade da manopla será mais difícil pegar nos manetes. Segurar “muito para dentro” das manoplas também não é conveniente, pois terá de usar maior força para acionar os manetes.
Os cotovelos devem ficar ligeiramente dobrados para dentro, funcionando como uma mola.
Isso impede que você vá para frente e absorva os choques da roda dianteira.
Os punhos devem ficar abaixados em relação à mão, na maior parte das motocicletas.
Essa posição, além de ser mais firme, permite o imediato retorno do acelerador à posição inicial, ao utilizar o freio dianteiro. Se os punhos estiverem colocados incorretamente, suas mãos estarão na posição errada. A conseqüência disso é que seus dedos se cansarão rapidamente.
A posição dos quadris também é importante. Se você não estiver na posição certa, vai sentir tensão nos ombros e nos braços. Ao sentar na moto, procure ficar o mais próximo possível do tanque de combustível e mover o guidão para direita e para esquerda. Sentando-se muito atrás, suas costas ficarão curvadas. Os ombros tenderão a se contrair junto ao pescoço, dificultando os movimentos de cabeça e diminuindo seu campo de visão.
A posição incorreta causa tensão no corpo todo. Você ficará cansado mais rapidamente devido aos choques vindos diretamente da roda traseira.
Em relação aos braços, se estiver sentado muito para trás, seus braços ficarão esticados.
Uma vez encontrada a posição certa, você irá mantê-la automaticamente, já que é mais cômoda.
Os joelhos não devem ser esquecidos. Eles devem pressionar levemente o tanque de combustível. Com isso será mais fácil movimentar a parte superior do corpo. Do contrário, será mais fácil perder o controle da motocicleta.
Os pés devem estar paralelos ao chão, apontados para frente. Preferencialmente, a ponta do pé direito deve tocar o pedal do freio traseiro e a ponta do pé esquerdo, a alavanca do câmbio.
Para frear sem perda de tempo, é preciso que as pontas dos pés estejam voltadas para dentro.
Com isso você economiza meio segundo. Parece pouco tempo, só que se você estiver a 60 km/h, nesse meio segundo a moto percorrerá 8 metros. Ou seja, são 8 metros a mais na distância de parada total da motocicleta. No caso de pessoas em que a estatura elevada ou o tipo de motocicleta não permitam esse procedimento, recomendamos que se apóie as pontas dos pés nas pedaleiras, deixando-os mais próximos dos comandos e numa posição segura.
Postura especial - em pé sobre as pedaleiras
Para situações especiais, com a postura em pé sobre as pedaleiras o motociclista tem maior controle do equilíbrio em terrenos acidentados, pois os braços e joelhos funcionam como se fossem amortecedores, diminuindo o impacto das irregularidades do solo.Nesse caso devemos destacar alguns pontos que devem ser observados durante a pilotagem:
- Olhar atento a tudo que esta ao alcance do ângulo de visão.
- Coluna levemente flexionada.
- Ombros e braços relaxados.
- Cotovelos levemente levantados e apontados para fora.
- Joelhos levemente flexionados.
- Pés firmes nas pedaleiras.
Apesar da condição não muito habitual, essa posição para pilotar garante um maior controle e conforto na condução. Lembre-se que essa postura é usada por curtos espaços de tempo, a não ser que esteja num trecho fora de estrada. Essa postura exige um pouco mais da sua condição física. Portanto deve ser praticada até que se torne comum e não prejudique a atenção na pilotagem.
Estratégias de Pilotagem [Parte 5]:
Curvas
Na curva existe uma força que tende a “jogar a moto para fora”: a chamada força centrífuga.
As máquinas de lavar secam parcialmente a roupa usando a força centrífuga. A roupa molhada é colocada num cilindro oco, que possui furos na parede. Ele gira rapidamente, forçando a água a sair pelos furos. É como se houvesse uma força empurrando a água na direção dos furos. Essa força é a força centrífuga. Quando você faz uma curva, existe esta mesma força centrífuga, que o joga para fora da curva.
A força centrífuga depende do peso do veículo, de sua velocidade e do raio de curvatura da curva. De modo geral, a força centrífuga que atua sobre uma moto 125 cc é menor do que em uma motocicleta de 300 cc que está com a mesma velocidade.
Na curva, a melhor maneira de reduzir a ação da força centrífuga é reduzir a velocidade.
Quanto menor for ao raio de curvatura da curva, maior será a força centrífuga que atuará sobre a motocicleta. Numa curva com raio de 15 metros, a força centrifuga é o dobro do que numa curva com raio de 30 metros (para a mesma velocidade da moto). Além da força centrífuga, o conjunto motocicleta/ piloto está sob ação da força peso. Inclinando a motocicleta, você mantém o equilíbrio entre a força centrífuga e a força peso. Quanto maior for a força centrífuga, maior será a inclinação necessária para manter o equilíbrio da moto.
Etapas da curva
São três os passos básicos:
Reduzir - Reduza a velocidade antes de iniciar a curva, fechando o acelerador e, se necessário, usando os freios. Use a cabeça e os olhos para direcioná-lo. Olhe através da curva para o ponto aonde quer chegar. Gire somente a cabeça e não os ombros.
Inclinar - Para virar, a moto tem de se inclinar. Para inclinar a moto, empurre o guidão na direção da curva. Velocidades mais altas ou curvas mais apertadas exigem um ângulo de inclinação maior. Durante as curvas normais, o piloto e a moto devem se inclinar juntos. Em curvas mais lentas, incline só a moto e mantenha o corpo reto.
Recuperar velocidade - Reduza o acelerador enquanto vira. Evite desacelerar enquanto estiver na curva. Mantenha a velocidade constante e então acelere gradualmente assim que visualizar o final da curva.
POSTURAS EM CURVAS
Estratégias de Pilotagem [Parte 6]:
Frenagem
O domínio das técnicas de frenagem possibilita reduzir em mais de 50% a distância de parada total da motocicleta frente ao obstáculo, reduzindo-se, assim, o perigo de acidentes. Isso significa que se você não frear adequadamente, vai precisar andar mais até que a moto consiga parar.
Saber frear é um dado básico para a sua segurança.
Erros no momento da frenagem são a causa de muitos acidentes com motocicletas, no mundo inteiro.
Ao acionar os freios, você está exercendo uma força que se opõe ao movimento das rodas. É uma força de atrito, entre os freios e a roda, ou melhor, entre a sapata e o tambor ou pastilha e disco.
Portanto, ao acionar os freios, a roda tende a parar. Em segundo lugar, existe o atrito entre as rodas e a pista, que impede o deslizamento das rodas, fazendo a moto parar. O primeiro tipo de atrito, entre os freios e a roda, é responsável pela frenagem das rodas. O segundo, entre os pneus e o solo, é responsável pela frenagem da motocicleta.
Além de possibilitar a frenagem, o atrito é também responsável pela movimentação da motocicleta. Se não existisse atrito entre os pneus e a pista, a motocicleta não poderia deslocar-se. O atrito possibilita tanto a movimentação como a frenagem da moto.
Ainda falando em frenagem, vamos ver um ponto importante: a derrapagem.
Se você acionar os freios bruscamente, as rodas vão parar de girar de repente e os pneus escorregarão sobre a superfície. Quando o pneu escorrega, o atrito é menor do que quando o pneu está rodando, ou seja, a moto derrapa e a frenagem é prejudicada.
Quando isso ocorrer, primeiro, pare de acionar o freio. Em seguida, volte a frear suavemente, para que os pneus não deslizem. Procure manter a trajetória retilínea e não inclinar a motocicleta, mantendo a calma.
Algumas providências podem ajudar a evitar uma derrapagem.
Primeiro, controlando o estado dos pneus. A banda de rodagem dos pneus é projetada para aderir adequadamente à superfície com a qual entra em contato. Os sulcos dos pneus, tão importantes no momento da frenagem, devem ser examinados freqüentemente.
Quando os freios são acionados, o movimento das rodas diminui e os sulcos do pneu ajudam-no a agarrar-se ao solo, fazendo com que a moto pare rapidamente. Pneus gastos ou mal calibrados têm menor aderência ao solo, podendo ocasionar uma derrapagem. Existem mais alguns detalhes que você precisa conhecer para frear corretamente e assim evitar uma derrapagem.
O atrito entre a sapata e o tambor/pastilhas e o disco do freio e as rodas não deve ser excessivo.
Existe um limite. Ultrapassando esse limite, as rodas travam de repente e a moto derrapa.
O atrito existente entre os pneus da moto e superfícies molhadas ou com óleo é muito pequeno. As partículas de água ou óleo atuam como lubrificante, diminuindo o atrito entre pneus e solo. A melhor maneira de agir nessas condições é reduzir a velocidade sempre que trafegar em superfícies escorregadias.
É importante que você conheça bem os freios. O peso de uma moto em movimento está distribuído, de forma equilibrada, entre a roda dianteira e a traseira.
Quando você freia, o peso da moto vai todo para frente. Isso sobrecarrega a roda dianteira e faz com que ela agarre ao solo com mais força. Por isso, a roda dianteira tem uma força de frenagem maior que a traseira. Além disso, o freio dianteiro de algumas motocicletas já é projetado para ser mais poderoso que o traseiro. Por essas características, o acionamento repentino do freio dianteiro pode travar a roda, fazendo-a derrapar e provocando o desequilíbrio do motociclista.
O freio traseiro é menos potente, mas ajuda a reduzir a distância total de parada se for usado ao mesmo tempo em que o freio dianteiro. Em asfalto plano e seco, é ideal usar o freio dianteiro e o traseiro ao mesmo tempo.
Em uma frenagem branda, o poder de frenagem do dianteiro será de aproximadamente 60% e o do traseiro 40%. Em uma frenagem de emergência, esta porcentagem será de 80% para o freio dianteiro e 20% para o traseiro.
Em geral, o uso dos freios dianteiro e traseiro ao mesmo tempo é o procedimento ideal. Mas, sempre que possível, é conveniente usar os três freios. O terceiro é o freio motor.
Veja algumas situações específicas de frenagem:
- Em pista molhada e escorregadia, além de trafegar em velocidade reduzida, você deve utilizar os freios com muito cuidado, para evitar derrapagens.
- Em curvas ou longos declives, diminua a velocidade também com o freio motor.
- Em ladeiras, ao parar ou mesmo sair com a motocicleta, o pé direito deve estar sobre o pedal do freio em condições de usá-lo prontamente. O pé esquerdo, por sua vez, deverá estar apoiado no chão para manter o equilíbrio.
Tempo de reação:
Tempo de reação é o tempo gasto desde o momento em que você vê o perigo até o momento em que aciona os freios. Em média, o tempo de reação das pessoas é de 0,75 segundo.
O tempo de reação varia de pessoa a pessoa, em função da idade e do estado físico. Por exemplo: uma pessoa de 50 anos reage em média 15% mais lentamente do que uma pessoa de 20 anos.
Mas não é só a idade que importa. Condições físicas e mentais também.
Uma pessoa cansada, física ou mentalmente, ou então alcoolizada, terá seu tempo de reação aumentado de duas a cinco vezes.
Distância de reação
É a distância percorrida pela motocicleta desde o instante em que o motociclista visualiza o obstáculo até o momento em que aciona os freios.
A distância percorrida pelo veículo durante o tempo de reação é muito importante. Mesmo que o motociclista veja um obstáculo e imediatamente queira parar, a motocicleta continuará se movimentando na mesma velocidade que vinha desenvolvendo, até o momento em que são acionados os freios.
Entre o momento em que o obstáculo foi visto e o momento em que os freios são acionados, transcorreu o tempo de reação. Quanto maior for a velocidade maior será a distância de reação.
Você está de motocicleta, numa estrada, a 100 km/h.
De repente, você avista um caminhão bloqueando a estrada. Considerando que o seu tempo de reação é normal (0,5 segundo), a moto andará 14 metros até você acionar os freios! Essa é a distância de reação. Somente após andar 14 metros é que os freios são acionados.
Quanto maior a velocidade do veículo, maior a distância que ele irá percorrer durante o tempo de reação.
Tempo de frenagem
Tempo de frenagem é o tempo gasto para a moto parar após o motociclista acionar os freios.
Note que o tempo de frenagem começa a ser contado no momento em que o motociclista aciona os freios. Ou seja, o motociclista vê o obstáculo e aciona os freios. Deste momento até a parada da moto, transcorre o tempo de frenagem. Durante o tempo de frenagem a moto percorre certa distância, que é a distância de frenagem.
Existem algumas condições que alteram a distância de frenagem. Pneus gastos ou mal calibrados podem aumentá-la consideravelmente. Chuva também é um fator que contribui para aumentar a distância de frenagem.
Para finalizar, vamos ver alguns cuidados ao frear:
- Acione o freio dianteiro aos poucos, nunca de maneira brusca.
- Mantenha o punho baixo, para facilitar a volta do acelerador, ao acionar o freio dianteiro.
- Numa curva, procure usar os dois freios ao mesmo tempo antes da inclinação; mas se mesmo assim for preciso diminuir a velocidade, use o freio motor e nos casos extremos, utilize os freios suavemente.
- Nunca use o freio dianteiro quando a roda dianteira estiver curva, pois a moto derrapará.
Se a roda dianteira travar e começar a derrapar, procure soltar os freios suavemente.
Fonte - cb600.blogspot.com